PREOCUPAÇÃO COM DESCARTE IRREGULAR DE LIXO MOTIVOU ALUNO DO COLÉGIO DA POLÍCIA MILITAR A CRIAR PROJETO QUE ACOMPANHA O PROGRAMA JOGUE LIMPO.
A preocupação com o meio ambiente e com o descarte irregular de lixo, prática que contribui para a proliferação de insetos e roedores, levou o estudante Danilo Pontes Henrique da Silva, de 12 anos, a desenvolver um projeto de GeoInformação que permite acompanhar, em tempo real, a atuação do Programa Jogue Limpo em Duque de Caxias. O aplicativo indica os locais onde está sendo realizada a coleta de lixo e a localização das caçambas no município. Projeto conquistou a medalha de Ouro na Olimpíada Brasileita de GeoInformação (OBGE)
Aluno do III Colégio da Polícia Militar Percy Geraldo Bolsonaro, Danilo, entrou na unidade em 2024, no 6º ano. Segundo o estudante, o apoio da escola, dos professores e da família foi fundamental para o desenvolvimento da iniciativa.
“A escola me apoiou muito, assim como o professor de Geografia e meus pais”, destacou.
O Programa Jogue Limpo foi criado com o objetivo de promover uma cidade mais limpa e conscientizar a população sobre a importância do descarte correto de lixo e entulho. As ações seguem um cronograma contínuo e abrangem todos os distritos do município. A estrutura operacional conta com caminhões vacol, caminhões trucados, retroescavadeira e a instalação de caçambas para o descarte adequado nos dias em que não há coleta regular. Equipes de fiscalização acompanham os trabalhos, orientando os moradores. Após o período educativo, quem descumprir as normas estará sujeito à autuação.


A Prefeitura de Duque de Caxias tem investido em políticas ambientais para reduzir os impactos causados pelo descarte irregular lixo e de resíduos. È o caso do Centro de Triagem de Resíduos (CTR), localizado no Jardim Gramacho, que já reciclou mais de 150 mil toneladas de resíduos em seu primeiro ano de funcionamento, garantindo o reaproveitamento eficiente do material recolhido diariamente nas ruas da cidade. Cerca de 90% do material processado é reutilizado em obras públicas, gerando uma economia superior a R$ 30 milhões para o município. Os recursos economizados podem ser reinvestidos em áreas como saúde e educação.
A Olimpíada Brasileira de GeoInformação (OBGI) é uma competição nacional voltada para alunos do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio. Os participantes utilizam mapas, imagens de satélite e Inteligência Artificial (IA) para desenvolver soluções para problemas socioambientais locais, promovendo a integração entre universidades e escolas. A iniciativa envolve instituições federais e conta com o apoio de órgãos governamentais de fomento à pesquisa, premiando talentos com medalhas e bolsas de estudo.
