VERÃO AUMENTA RISCOS DE ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTOS
Com a chegada do verão, o risco de acidentes com animais peçonhentos aumenta significativamente. Escorpiões, cobras, aranhas e outros animais tornam-se mais ativos nesse período, elevando o número de ocorrências e exigindo atenção redobrada da população principalmente em áreas próximas à Mata Atlântica. Esse tipo de acidente demanda atendimento médico imediato, especialmente para a administração de soroterapia específica, fundamental para evitar complicações graves.
Os acidentes com animais peçonhentos representam um desafio para a saúde pública em razão da ampla biodiversidade e das condições climáticas favoráveis à proliferação desses animais. Picadas e mordidas podem provocar desde reações leves até quadros graves, dependendo do tipo de animas, da quantidade de veneno e do tempo entre o acidente e o atendimento médico.
Em 2025, o Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes (HMAPN) registrou 49 atendimentos por acidentes com animais peçonhentos. Foram 23 picadas de aranha, 14 de cobra, três de escorpião, dois envolvendo lacraia, duas picadas de abelha e cinco ocorrências com animais não identificados.
Segundo o diretor do HMAPN, Dr. Thiago Resende, a agilidade no atendimento é fundamental para evitar complicações. “A orientação é que, após a picada, a pessoa busque o hospital o mais rápido possível. O ideal é que o soro seja aplicado nas primeiras 2 a 6 horas após a picada. Após esse tempo, o risco de complicações aumenta. Quanto mais cedo o soro for aplicado, maior a chance de evitar complicações ou sequelas. Mas mesmo fora desse período, o tratamento deve ser feito”, ressaltou.
ORIENTAÇÕES À POPULAÇÃO
Em caso de acidente, a recomendação é lavar o local da picada com água e sabão, manter o paciente calmo e procurar imediatamente uma unidade de saúde. Se possível, deve-se fotografar o animal, sem correr riscos, para auxiliar na identificação.
A orientação médica também inclui a retirada de anéis, relógios, pulseiras ou calçados, para evitar comprometimento da circulação. Não devem ser utilizados torniquetes, cortes, sucção do veneno ou substâncias caseiras. Acidentes envolvendo crianças exigem atenção redobrada, pois podem evoluir de forma mais grave.
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PREVENÇÃO
Para reduzir os riscos, o hospital orienta cuidados simples, como verificar calçados antes de usá-los, manter quintais limpos, evitar o acúmulo de entulhos e manter o lixo bem vedado, prevenindo a atração de animais peçonhentos. O HMAPN reforça que está preparado para atender casos de acidentes com animais peçonhentos e orienta a população a buscar atendimento médico imediato diante de qualquer suspeita de envenenamento.

